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terça-feira, 28 de julho de 2009

Space Invaders Infinity Gene (iPhone / iTouch)

A Taito sem dúvida descobriu como ganhar dinheiro com um de seus jogos mais velhos. E que nunca fica velho, diga-se de passagem. Space Invaders Infinity Gene é impressionante. Não sei até que ponto é verdade o que dizem no comercial, porém foi anunciado gameplay infinito, você monta suas próprias fases, ouve a sua música enquanto joga e customiza bastante o jogo. O curioso é que ele segue uma premissa de "evolução", que, ao que parece, invade até o próprio formato do jogo. Em alguns momentos ele parece mais um shmup com scroll vertical normal e a nave controlada pelo jogador não é mais fixa na parte inferior da tela. Os gráficos pseudo-retrô também ficaram muito bons e devem ter montes de power-ups, chefões e etc.

Quem quiser conferir o vídeo do anúncio, é só clicar aqui. Uma pena que eu não tenha um iPhone, nem iTouch nem nada perto disso.

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Solar Assault - O Gradius que você nunca jogou

Os arcades do Brasil nunca foram lá essas coisas, com exceção dos que foram montados nos grandes shoppings e parques de diversão.

Lembro que o do Playcenter era bem completo (com direito a máquina do Afterburner 2 e tudo mais) e o do Barra Shopping, no Rio, também (nesse eu vi Time Traveller e Rad Mobile, nos bons tempos em que a Sega apitava alguma coisa no mercado de games).

Porém, um amigo meu me perguntou esses dias: Se você pudesse escolher um arcade, qualquer um, para ter em casa. Qual seria?

A minha resposta imediata foi Solar Assault, versão 3D shooter do clássico. O jogo, que mais parece Starfox que Gradius, nem sequer chegou perto de vir aqui para o Brasil (óbvio!), mas foi lançado em 1997 no Japão e chegou a ter duas versões: Uma tradicional (gabinete comum de Arcade) e outra que, assim como o já citado Afterburner 2, vem montada em uma cabine com eixos pneumáticos que simulam o movimento da nave, além de uma tela enorme, que pega toda a frente do cockpit. Se fosse para dar uma de maluco e ocupar espaço em casa com algo enorme feito uma máquina de Arcade, que fosse uma tão fantástica quanto Solar Assault!

Para se ter uma idéia do que a gente perdeu, dê uma olhada neste vídeo da rom rodando no MAME, ainda em WIP, emulada com problemas. Depois olhe este vídeo (com qualidade pior), mas gravado direto da máquina original.

E para nós, que moramos na Jungle Land, a saída é esperar até que o MAME comece a emular melhor a rom, e, quem sabe, vamos ter a chance de pelo menos ver como o jogo é.

Obs: E você, se fosse ter uma máquina de arcade em casa, qual seria?

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Indie Gaming: Guxt

Tudo o que é empregado em excesso faz mal. Isso é fato. Inclusive recursos.

Às vezes eu fico meio em dúvida se toda essa monstruosidade de recursos que os fabricantes anunciam nas specs das máquinas são realmente necessárias ou se chegam a atrapalhar mais do que ajudar. Ok, todo mundo gosta de gráficos bons, mas quantas vezes já presenciamos jogos absolutamente ruins ou simplesmente medíocres porque a produtora focou mais nos gráficos e simplesmente abandonou o gameplay? Ou a história? Ou os controles? Ou a AI dos personagens?

O exemplo mais típico que me vem à mente é Metal Gear, que só se tornou o que é hoje graças à falta de recursos. Em sua primeira versão de 1987, era para ser um jogo de tiroteio, correria e ação, como um Contra ou Ikari Warriors. A falta de recursos que o MSX e o NES tinham obrigou os designers a remodelar o jogo até que ele se tornasse um jogo de espionagem tática, que acabou dando certo no fim e fazendo talvez mais sucesso que se fosse mais um jogo de ação apenas.

Tirando este exemplo, existem inúmeros outros em que jogos ficaram mais legais com uma redução proposital de recurso disponível, e um exemplo disso é Guxt, o joguinho da figura, que mais parece um clone de Zanac para daltônicos.

Guxt não tem só duas cores. A cara de Gameboy em 95% do tempo foi proposital e ficou muito bom, mas tem outras cores no jogo também. Os tiros dos inimigos são em vermelho e tem algumas surpresas (ítens de bônus) que surgem em outra cor. O autor quis dar destaque e criar uma atmosfera diferente, e acabou fazendo todo o sentido. Ah, detalhe: O jogo todo tem menos de 1 Mb.

Quem quiser tentar jogar, pode baixar o arquivo daqui, mas fica o aviso: O jogo é difícil e só se joga pelo teclado (pelo menos até essa versão, que foi a mais nova que eu encontrei).